Porto Alegre - Santana do Livramento
Eis que chega o dia do início de mais uma aventura. O horário de saída é às 8 sujeito a confirmação. Isso porque existia uma previsão de chuva forte bem no horário da saída. Caso essa chuva se confirmasse, a saída poderia ser adiada por algumas horas.
Entretanto as 6;30 da manhã, Porto Alegre encontrava-se nublada e sem chuva, e a pior parte deste chuva encontrava-se em Caxias do Sul. Ou seja, seria um viagem nublada, com 22 graus e eventualmente uma chuvinha aqui ou ali.
O grupo se encontra brevemente no posto. Rubens escuta Roberto Carlos no seu novo sistema de navegação que inclui uma tela de 40 polegadas, Dário está satisfeito por não ter esquecido o passaporte. Guilherme faz considerações sobre a chuva que já está querendo aparecer. Nelson já está acelerado pensando que poderia estar na estrada a muito tempo. O grupo da Mercedes ( Ce,Clarissa, Bobbi e Fernando) tira fotos e compra algum lanche na loja de conveniência.
Pontualmente as 8:07 a caravana sai do posto de gasolina, e como Guilherme previa, não demora nem 5 minutos para os primeiros pingos aparecerem. Mas por enquanto essa chuva é até agradável e refrescante. Mas assim que atravessamos a ponte do Guaíba, as motos encostam para colocar o seu aparato de chuva. Isso porque uma parede negra se forma bem na direção da viagem.
A chuva prometida chega e chega com vontade. Chuvas, raios, virga , tudo que se tem direito. A chuva é tão forte que tem momentos a visibilidade fica ruim até para o carro. Bobbi só agradece por não estar na moto. Apesar de intensa, a chuva é rápida, pelo ao menos para quem está no carro. Em 40 minutos a chuva passa e o dia fica tão limpo que nem dá para acreditar que teve aquela chuva toda.
A primeira parada é no Grill cristal. Depois um rápido lanche, o grupo está de volta a estrada. Sem chuva, uma estrada em relativa boa condição e movimento baixo por ser domingo de manhã e feriado, a viagem segue tranquila até Pelotas, onde acontece a segunda parada. Essa estrada, apesar de um pouco mais longa que a 290 que vai por São Gabriel, tem 2 vantagens; a primeira é a condição da estrada e o fato de ser mão dupla praticamente todo o percurso. A segunda é o fato de ter menos chance de pegar chuva, pois as formações mais carregadas estão no norte.
Saindo de Pelotas a viagem segue para Bage. Este trecho, é marcado por uma pequena serra e pelo desabamento das temperaturas para 16 graus. O vento também fica mais forte. E quando se está literalmente a 200 metros do posto, outra chuva forte atinge a região. Por sorte todos chegam no posto antes da chuva e quando acaba o abastecimento a chuva ja passou.
Agora são só 160 km entre Bagé e Santana do Livramento. A estrada piora um pouco de qualidade, a umidade depois da chuva faz o calor e a sensação térmica dispararem mas a viagem continua sem transtornos.
Chegando em Santana do Livramento, as motos e o carro são abastecidos. Ao chegar no hotel para check-in, uma situação inusitada. Nelson não tem seu passaporte. Mas não por esquecimento. O passaporte foi trocado com uma tal de Rosa Maria. Aonde aconteceu a troca ainda não se sabe mas por sorte, tanto Uruguai quanto Argentina aceitam a carteira de identidade.
Completada a primeira etapa, em menos de 3 minutos Bobbi já está no bar. O demais vão chegando um a um e as 7 da noite partem para um restaurante próximo ao hotel. Amanhã tem mais. Rumo a Zaraté, na Argentina. Vai ser outro longo dia.
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